Para Um Bom Roleplay

Posted in RPG on 09/13/2007 by vampirassassina

Criando e Interpretando Personagens
Primeira Parte

Por Fernando “Wild Joker” Jr.

Personagens de RPG – Os principais personagens de uma história a ser contada, frutos muitas vezes de aspirações pessoais e subconscientes dos jogadores que os criam e passam horas e horas, às vezes até anos e anos jogando com eles.
Muitas vezes um personagem de RPG, se torna marcante em uma campanha/aventura… mas mais marcante ainda pode ser o significado que ele tem para o jogador que o controla. Algumas vezes a conhecemos tão a fundo que ele realmente parece existir. Parece que ele vai abrir a porta logo ali da sala e vai entrar, com suas vestes maravilhosas, e nos dirigir a palavra.
Seja ele um bárbaro, um mago ou um nobre paladino, ou mesmo um soldado espacial, um super-herói ou até mesmo um grande vilão.
Esse é um dos fatores que mais me fascina ao jogar RPG, criar personagens e dar vida a eles, interpretá-los como se existissem, como se estivessem do seu lado, e sem dúvida nenhuma, é um dos pontos mais fortes do jogo.

Como NÃO deve ser feito

Algum tempo atrás, estava conversando com um colega de jogo, e ele estava me dizendo… “Seu personagem é só uma planilha cheia de números, até o momento em que você começa a dar vida a ele.”
Isso pode parecer muito óbvio para alguns jogadores, mas ultimamente tenho visto justamente ao contrário. Vejo uma preocupação cada vez maior em construir um personagem poderoso, e cheio de combos e golpes mortais do que se dedicar a interpretar realmente no sentido exato da palavra.
A meu ver, muitos jogadores ainda estão jogando RPG como se fosse um RPG eletrônico ou coisa parecida, jogando da seguinte forma:
1- Conversam e interpretam sutilmente um pouco, muitas vezes bem basicamente, sendo que no máximo, seguem a risca o que a “tendência” ou o “estereótipo” do personagem diz (o Mestre introduz alguns NPCs para a aventura afim de dar uma certa coerência as pelejas);
2- Compram provisões e/ou gastam o dinheiro com mais armas e equipamentos úteis (a peleja)
(chance do Mestre sacanear os jogadores – “Não, você não tem 2X metros de Corda, você tem apenas X” );
3-) Partem para a aventura (peleja) aonde estão ávidos em encontrar desafios (XPs móveis) para logo acabar com eles e voltarem para a vila mais próxima e receber os louros da glória (dinheiro pra peleja) e para a busca de mais desafios e aventuras (retomar o ciclo – volte a etapa 1).
Claro, que tenho de citar o tipo de “interpretação em combate”. Pode até ficar bonito… (acreditem, ultimamente tenho visto descrições de cenas dignas dos melhores efeitos especiais que um filme de cinema pode ter.) interpretar o efeito de magias ou de como você gira e rodopia a espada, cortando o céu antes de arrebentar o focinho daquele Orc, mas dizer que isso é interpretação, bom… Aí é forçar a barra.
Interpretar um personagem acima de tudo é saber como ele agiria em determinada situação, e interpretar isso, de qualquer maneira, sem hesitar.
Sua personagem evoluída e cheia de itens mágicos saltaria para a morte caso essa fosse uma maneira de salvar toda uma cidade de demônios? Então faça, sem pensar que você vai deixar de jogar com ela, que vai “perder” dezenas de itens mágicos e anos jogados com o personagem.
Seu Paladino não deixa transparecer suas emoções devido a um grande trauma que teve na infância? Ótimo, faça isso. Por mais que ele pareça sem sentido para alguns, você sabe o porquê daquilo. Está escrito na sua estória, está lá, escrito e documentado. Interprete.
Você joga com um Anão que não tem bons modos? Arrote, solte gases… (não necessariamente o jogador, por favor, você ainda quer voltar a jogar com seu grupo) Cuspa no chão. Seja rabugento. Interprete.
Obviamente, cada um gosta de jogar de sua maneira, mas se você quer jogar um RPG de verdade, a meu ver, é assim que tem de ser feito, pois jogos de combate com dezenas de combos e efeitos especiais existem aos montes no PC ou em videogames.
Somente numa seção de RPG jogando dessa maneira, você tem a oportunidade de sentar e relaxar a mente, viajar nas estórias e sentir como se realmente você estivesse lá. Sem se preocupar em ganhar pontos para se tornar mais poderoso, e consequentemente ganhar mais pontos.

Construindo para interpretar

O processo de criação de personagem não começa ao preencher a planilha de jogo, e sim, antes… quando você o imagina andando e falando, quando você imagina as manias, os defeitos e as crenças dele.
Esqueça os números, e benefícios, esqueça os combos e poderes. Nem se quer pense nas magias magníficas e poderosas ou na espada mortal e afiada que ele vai usar.
Comece pela estória do personagem lá atrás. Pense no nascimento dele, aonde foi? Ele teve/tem família? Onde estão? Mortos? Ou ainda vivem? E se vivem, como é o relacionamento com eles?
Coloque-os no jogo como um dependente mais novo do seu personagem, pode ser um irmão mais novo, ou mesmo uma irmã que insiste em seguir os seus passos. Isso renderia dezenas de seções de interpretação aonde seu personagem iria tentar mantê-la segura ou ate mesmo iria treiná-la para resistir aos perigos que enfrentará ao seu lado.
Sempre construa pensando em como você pode tirar proveito da estória que ele tem, ou mesmo crie a estória já propositalmente com vários “ganchos” para o mestre usar em aventuras futuras. Alias… Exija que seu Mestre faça isso. É um direito seu de se divertir com um personagem que seja muito mais do que uma ficha de papel e números.
Não deixe que nesses casos, a maior emoção passe a ser a hora de ver o resultado dos dados.

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A Quarta Dimensão – Além dos Cinco Sentidos

Posted in Quarta Dimensão on 08/26/2007 by vampirassassina
Em que consiste exatamente a quarta dimensão? Das discussões entre matemáticos, cientistas e místicos emerge uma estimulante polêmica: a quarta dimensão abrangeria num nível mais sutil as três outras com que convivemos, e incluiria também todo o passado e todo o futuro.
Por Carlos Cardoso Aveline

Quantas dimensões tem a realidade em que vivemos? Normalmente consideramos que o mundo ao nosso redor é tridimensional. Pensar na existência de uma quarta ou quinta dimensão desafia a estrutura atual do pensamento humano. A quarta dimensão – se ela existe de fato – transcende tudo o que vemos ou sabemos através dos cinco sentidos, e exatamente por isso constitui um mistério fascinante.
Há várias maneiras de abordar o quebra-cabeça que é investigar a quarta dimensão. Mas quero começar pela mais simples. Vamos criar, simbolicamente, um universo. Imagine um ponto sobre uma folha de papel. Geometricamente, ele não tem dimensões. É um local de transição entre o mundo sutil, intocável e imensurável, e o mundo denso, cujos objetos podem ser medidos. Quando esse ponto se une a outro ponto e se transforma numa linha reta, temos, digamos, um universo físico unidimensional. Essa reta pode ser infinita, e, no entanto ela só tem uma dimensão.
Para avançar na nossa experiência, imaginemos então que a linha reta faz uma curva fechada, como se dobrasse uma esquina, formando um ângulo de 90°. Temos, agora, uma superfície. O nosso universo ficou bidimensional: possui extensão e largura. É infinito, potencialmente, mas só existe em um plano ou nível. Visualize a seguir a nossa linha erguendo-se em outro ângulo de 90°, para formar uma perpendicular em relação ao plano em que o universo existia. O nosso processo de manifestação adquire assim a condição de tridimensional. Tem extensão, largura e altura. Pode ser habitado por corpos sólidos. Este é o universo que os seres humanos estão acostumados a enxergar. Mas o que é, ou pode ser, o universo quadridimensional que vem a seguir?
Segundo os matemáticos, para alcançar a quarta dimensão, a nossa linha reta teria de apontar agora não mais para cima, mas para dentro, formando, de algum modo misterioso, uma linha perpendicular em relação às três retas anteriores, que deram a extensão, a largura e a altura do nosso universo. A afirmação é, no mínimo, enigmática. Ela força os limites da compreensão racional de que o cérebro humano, treinado para um mundo tridimensional, é capaz atualmente. Prefiro dizer que a quarta dimensão é aquela em que surgem as três dimensões anteriores; e é também a dimensão transcendente que surge quando se esgotam as possibilidades da realidade tridimensional. Vejamos o que significa isso.
A partir do final do século XIX, a ciência descobriu gradualmente a existência de substâncias mais sutis do que os três estados clássicos da matéria, o sólido, o líquido e o gasoso. É o caso da radiatividade, da física quântica, ou da teoria do Big Bang, a grande explosão cósmica que atraiu o universo para o plano tridimensional. Esses vários exemplos sugerem a existência de outra dimensão ou de um plano mais sutil da realidade. A hipótese da quarta dimensão não surge isoladamente. Ela corresponde à luz astral dos espiritualistas, ao akasha dos hindus e ao fogo divino da tradição persa. Sua idéia central foi chamada recentemente de campo mórfico nos trabalhos científicos do biólogo inglês Rupert Sheldrake e também de ordem implícita nos textos do físico David Bohm. Mas, para os estudantes de matemática e geometria, a idéia da quarta dimensão é um desafio lógico e racional que amplia o raciocínio humano até os limites do impossível, numa tentativa de ir além da limitação dos cinco sentidos.
Para o físico Albert Einstein, a quarta dimensão é o tempo. Não há, nisso, uma discordância da ciência com a tradição esotérica. A quarta dimensão está além – literalmente – de tudo o que se pode descrever com palavras, mas um dos seus aspectos fundamentais é o tempo, com certeza. Esse fato fica claro também nos conceitos de campo mórfico, de Sheldrake, ordem implícita, de David Bohm, e akasha, a idéia oriental de “registro cósmico de tudo o que ocorre”. Nos três casos, uma existência sutil e total é registrada no espaço quadridimensional, incluindo o passado, o presente e o futuro potencial de cada ser ou objeto. A quarta dimensão contém todas as modificações que ocorrem no espaço ao longo do tempo. Para Albert Einstein, espaço e tempo eram inseparáveis. O eterno aqui e agora é, pois, uma função do universo quadridimensional. Estamos imersos nele o tempo todo. O nosso hemisfério cerebral direito é capaz de captá-lo. A função humana da criatividade consiste na capacidade de focar a consciência no potencial ilimitado do universo quadridimensional e trazer algo do seu oceano de possibilidades para o estreito mundo tridimensional. Antes de nascer, existíamos na quarta dimensão. Depois da morte física, voltaremos ao mesmo mundo sutil da ordem implícita. Nesse exato momento, a criança que já fomos e o velho que ainda seremos estão presentes no universo potencial da quarta dimensão. Não são imutáveis, mas estão lá.
O espaço apresenta diversas dimensões, de acordo com a consciência dos seres que o habitam. Do ponto de vista da linha reta, como vimos, ele possui uma só dimensão. Do ponto de vista da superfície, ele tem duas. Um universo habitado por corpos sólidos apresenta três dimensões. Mas há planos ou níveis ainda mais sutis. E cada dimensão do universo inclui em si as dimensões anteriores, mais densas.
Há indícios experimentais das dimensões sutis? Uma comprovação vivencial da existência da quarta e da quinta dimensões no espaço é o fato de que sentimos as nossas próprias emoções e pensamentos como realidades espaciais. Nossa consciência pessoal se estrutura e se organiza como um espaço – mais ou menos tranqüilo, mais ou menos organizado – em que se movimentam as impressões e informações vindas dos cinco sentidos, e onde também se movimentam e vivem vários tipos de emoções e idéias. A consciência humana é, pois, um espaço interior em que há vários níveis. A quarta dimensão corresponde ao plano astral.
Os subníveis inferiores – mais densos – da quarta dimensão são sugeridos pela existência da eletricidade, dos raios X e da radiação atômica, que dissolvem as fronteiras fixas do mundo de três dimensões. A quarta dimensão inclui também o mundo magnético e emocional, em que operam a atração e a repulsão. Já a quinta dimensão dá o espaço mais sutil em que operam as idéias abstratas. Aqui existem os arquétipos puros da mente divina, que as filosofias pitagórica e platônica chamavam de números e idéias. A sexta dimensão corresponde ao mundo da intuição pura, e a sétima aponta para uma realidade suprema – atma – sobre a qual a humanidade não é capaz de fazer descrições ou especulações detalhadas.
As várias dimensões no espaço estão relacionadas com os diversos estados da matéria. Um grande raja iogue dos Himalaias afirmou, em 1883, ao comentar experiências científicas que já levavam à descoberta da radiatividade: “A ciência ocidental ainda terá de descobrir três estados da matéria.” E isso além do quarto estado, radiativo ou “radiante”, que sir William Crookes estava descobrindo. Com isso pode-se pensar em sete estados da matéria, correspondentes não só a sete dimensões do espaço, mas também, de certa forma, a sete níveis de consciência humana ou pós-humana. Além deles, a sabedoria oriental afirma que há Parabrahm, o espaço abstrato absoluto, a consciência pura e incondicionada de onde surgem periodicamente os universos.
Conforme o desenvolvimento da consciência humana, diferentes estados da matéria são percebidos em diversas dimensões do espaço, cuja sutileza é crescente. A organização da natureza em níveis de transcendência crescente está exemplificada até mesmo no plano físico. A água é mais sutil do que a pedra, e o ar é mais sutil que a água. Assim também os objetos da quarta dimensão são mais sutis do que o ar. Tudo no universo está organizado em escalas de vibrações, das quais o ser humano, com seus cinco sentidos, só é capaz de perceber uma pequena parte. São os casos do som e da luz, para citar apenas dois exemplos. Do mesmo modo como o ser humano não pode captar certas vibrações luminosas e sonoras, ele também é incapaz de perceber seres e objetos da quarta dimensão. Os limites do plano físico, na verdade, não são muito precisos. Um cachorro ou gato podem cheirar, ver e ouvir coisas que um ser humano não percebe. Eles também podem perceber certos objetos que estão além do mundo tridimensional.
É na quarta dimensão que atua fohat, a luz primordial da doutrina esotérica. Essa energia cósmica faz uma ponte entre o espírito e a matéria, obedecendo à vontade da Mente Universal. É fohat que estabelece as leis da harmonia e do equilíbrio como guias de toda evolução no mundo físico. Por outro lado, Helena Blavatsky ensina em sua obra A Doutrina Secreta que o éter constitui a forma mais densa do akasha ou luz astral. Para a filosofia oculta, o éter é o quinto elemento da natureza, logo após a terra, a água, o ar e o fogo. Num futuro relativamente distante, quando a humanidade estiver bem mais evoluída, os objetos da quarta dimensão e o éter serão visíveis para o cidadão atento.

Um modo possível de conceber a existência de uma quarta dimensão consiste em imaginar a totalidade do tempo universal e do espaço cósmico e lembrar que eles estão inseparavelmente entretecidos, formando uma quarta dimensão sutil que está presente, a cada instante, em todos os lugares do mundo tridimensional. A tradição esotérica ensina que, ao contrário das aparências, o mundo não existe apenas no presente. Ele inclui todas as partes e todos os tempos, e é apenas um determinado instante e um aspecto limitado dele que existem no aqui e agora.
A vida interior do ser humano se dá nas dimensões sutis. Só a vida externa vai escoando um instante após o outro pelo mundo tridimensional, desde o começo da primeira infância até o final da terceira idade. As vibrações do passado e as sementes potenciais do futuro estão presentes em torno da pessoa – mais precisamente na aura que rodeia seu corpo físico – e são perfeitamente reais, embora não possam ser detectadas pelos cinco sentidos. Em suas pesquisas científicas, Rupert Sheldrake tem reunido indicações dessa realidade. E Alexander Horne escreveu:
“Assim como um homem que viaja pelo campo percebe uma paisagem que muda gradualmente, embora na realidade a paisagem prossiga igual, assim também somos nós, viajando nas asas do tempo, percebemos um universo em movimento. O universo parece em movimento porque a nossa consciência limitada só nos permite ver uma coisa por vez.”
Para Horne, então, a passagem do tempo é na verdade a passagem do nosso mundo tridimensional, levado por uma sucessão infinita de “momentos presentes”, ao longo de uma quarta dimensão universal que inclui todo o passado e todo o futuro. Tridimensionalmente, “vemos a cada instante apenas uma porção infinitesimal do universo”, escreve ele. “O passado e o futuro, juntos, formam a realidade. O presente é só uma linha divisória, e, do ponto de vista do espaço superior, uma abstração, uma ilusão.”

O tempo mostrará a árvore presente na semente, revelará o adulto presente na criança, o velho presente no adulto, e também a futura criança presente no amor entre o homem e a mulher. Alguns pensam que o futuro e o passado não existem porque preferem negar tudo o que não é visível e tridimensional. No entanto, os dados presentes na memória de um computador, embora ocupem um espaço virtual, abstrato, estão presentes e disponíveis a cada momento. Uma biblioteca eletrônica não precisa de estantes. Do mesmo modo, a memória humana não guarda suas lembranças no cérebro. O cérebro localiza os dados onde eles estão, isto é, no akasha, no éter, no espaço sutil da quarta dimensão. Esse é o ponto de vista da tradição esotérica, que Rupert Sheldrake também recupera com o seu conceito científico moderno de campo mórfico.
Quando um violinista executa uma melodia, a obra está toda presente na dimensão sutil, embora o som físico avance lentamente, a cada segundo, do início até o final da música. Do mesmo modo, a evolução humana está toda presente no momento atual, embora só possamos perceber uma fatia estreita da evolução da vida com os nossos sentidos tridimensionais. São a mente e a intuição que nos permitem perceber as dimensões sutis. Em A Doutrina Secreta, Helena Blavatsky cita um diálogo místico entre mestre e discípulo:

“-O que é que existe sempre?”
“-O espaço, o eterno anupãdaka (em sânscrito, aquele que não tem origem).”
“-O que é que sempre existiu?”
“-O germe na raiz.”
“-O que é que está sempre indo e vindo?”
“-A grande respiração universal.”
“-Então esses três são eternos?”
“-Não, os três são um. O que sempre é, é um; o que sempre foi é um; e o que está sempre em transformação é um; e este Um é o Espaço.”
O espaço interior adquire diversas características, conforme os objetos e as consciências que o ocupam. “Os cristãos primitivos sabiam disso e, em sua linguagem própria, deram ao plano mais sutil o nome de sétimo céu”, escreveu Vera Stanley Alder. Para Vera, “a quarta dimensão nos ensina que quanto mais perto chegamos da realidade, da fonte e da causa das coisas, menos existe separação e isolamento. O separatismo nos leva cada vez mais para longe da nossa ligação com a realidade. Ele expressa a nossa limitação sob as vibrações físicas”.
Realmente, o mínimo que se pode dizer sobre a quarta dimensão é que ela dissolve as fronteiras e mostra a unidade de todas as coisas. Um corpo em quatro dimensões tem comprimento, largura, profundidade e ainda uma quarta característica, indescritível com palavras, mas que inclui a permeabilidade. Além disso, na quarta dimensão as distâncias físicas não existem. “O mundo quadridimensional convoca a humanidade para ser livre”, escreve Vera Alder, “convida-a para herdar a Terra e os céus, para possuir todas as coisas, e para compreendê-las por meio do amor e da unidade”.
O corpo humano é tridimensional, mas a vida transcende a forma. Uma igreja pode ser tridimensional, mas a verdadeira religião vai além de qualquer forma externa. É o universo das dimensões sutis que inspira o mundo tridimensional. Há muito tempo que os sábios ensinam isso.
A matemática e a geometria dos pitagóricos apontavam para a quarta e a quinta dimensões. Platão, quando distinguiu o universo sensível do universo inteligível, falava dos mundos tridimensional e pentadimensional, isto é, da realidade ilusória que se experimenta com os cinco sentidos e da realidade permanente que se percebe com a inteligência abstrata. A luz astral ou akasha (4ªD) liga a mente universal (5ªD) com o universo físico denso (3ªD). Na famosa alegoria da caverna, no Livro 7 da obra A República, Platão descreve a prisão sensorial da humanidade na caverna escura de um universo tridimensional, enquanto, na verdade, a vida só flui livremente nas dimensões mais sutis. Os seres humanos mal-informados pensam que as sombras projetadas na parede da caverna (o plano físico) são reais, mas a vida plena ocorre a céu aberto e é iluminada pelo Sol, símbolo do bem e da sabedoria.

Quando alguém nasce para o mundo tridimensional, sua consciência fica presa pela percepção limitada dos cinco sentidos, e assim surge a doença da separatividade e do egoísmo. Mas esse mal tem cura. A percepção do universo como um processo aberto em quatro dimensões permite que a consciência humana se liberte da noção tridimensional e fechada de “eu”, segundo a qual nada do que é “meu” pode ser do “outro”, assim como o que é “do outro” não pode ser “meu”. A percepção do universo em quatro dimensões, que corresponde em linguagem espiritualista ao despertar da consciência no plano astral, nos mostra as possibilidades ilimitadas de cooperação entre todos os seres. Essa nova visão do universo abre espaço para a compreensão de que as várias formas de vida constituem uma só comunidade. Assim, os pequenos “eus” individuais vêem a vida em seu conjunto e se comprometem com ela, de modo que a felicidade de cada um inspira e é inspirada pela felicidade de todos os outros.
Carlos Castaneda escreveu que o “eu” pessoal é prisioneiro da ansiedade porque teme olhar a vida com serenidade e descobrir que, na realidade, não existe. Perseguido pela suspeita terrível de que não existe, o “eu” agarra-se a uma noção estreita de espaço e tempo, para produzir uma falsa impressão de continuidade psicológica. Na verdade, esse “eu” teme apenas abrir-se para a felicidade e a bem-aventurança que estão à sua disposição logo além dos muros tridimensionais do mundo aparente. Quando o “eu” pessoal abandona suas couraças e proteções, consegue finalmente olhar para seu potencial divino, e então o foco da sua consciência não se desvia mais do caminho. Ele encontra seu “eu” eterno e ingressa finalmente na onda vibratória da nova era em que o ser humano encontra a paz e a felicidade. Está escrito há milênios nos registros do akasha, na quarta dimensão, que a nossa humanidade reencontrará a felicidade. E também que esse reencontro avançará por um processo alquímico de compreensão do sofrimento por parte de cada indivíduo humano. Até que o número de pioneiros seja suficiente e o carma coletivo, registrado na luz astral, esteja maduro. Então o processo de transmutação se generalizará em progressão geométrica, e a dor coletiva se transmutará facilmente em sabedoria.

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E assim chega ao fim um texto que trata de um assunto que eu achei fascinante. Foi tirado da revista ‘Planeta’, de Maio de 1999. Na verdade, nessa revista tem outros assuntos muito interessantes, mas esse, em especial, me chamou a atenção. Para ser sincera por trazer a base científica e também esotérica.
A idéia da existência da quarta dimensão abre espaço para refletirmos sobre o pouco que sabemos da existência universal. ‘Só sei que nada sei’. A cada dia estou mais convicta da veracidade desse pensamento. Eu passo horas pensando sobre minha insignificância num universo tão vasto… raciocinando, sem sair do lugar, sobre a impossibilidade de um universo infinito, ou sobre um universo finito. E me deparo com um texto tratando de dimensões ainda mais sutis do que a grosseira tridimensionalidade! Além da comparação inevitável que fiz com o Espiritismo, que vi tão presente nas linhas que acabamos de ler.
Bem, é isso! Espero que tenham gostado do texto que trouxe para vocês.
Até a próxima,
Beijoz,
Sayonara! o/

Meditação Prática

Posted in Uncategorized on 08/15/2007 by vampirassassina

“A Quarta Dimensão Como Absurdo Lógico”

 

 A Tradição zen-budista costuma usar várias técnicas para transcender o pensamento linear, típico do mundo tridimensional. Uma boa experiência de meditação é investigar a possível natureza da quarta dimensão.

 Pegue uma caneta e uma folha de papel. Desenhe uma linha reta, do tamanho aproximado da caneta estabelecendo assim uma figura unidimensional. Desenhe uma segunda reta, formando um ângulo de 90° com a primeira. Você criou desse modo uma superfície que é uma realidade bidimensional, com comprimento e largura.

 Erga a caneta para o alto, apoiando a sua base no ponto de encontro das duas retas anteriores. Certo? Você tem agora as linhas formadoras de um objeto tridimensional, com comprimento, largura e altura.

 Cada uma das três retas forma um ângulo de 90° em relação às outras duas.

 A seguir, pergunte-se: como apontar para dentro, criando outra linha reta, em perpendicular com todas as anteriores?

 Esse problema abre um caminho para compreender a quarta dimensão. É bom meditar a esse respeito. Trata-se de um absurdo, um paradoxo, algo que paralisa o pensamento humano e aponta, literalmente, para outra dimensão da nossa consciência.

 

1ª Parte…

 

Minha Primeira Personagem de Trevas

Posted in Uncategorized on 04/21/2006 by vampirassassina
Viviane,21 anos, hacker.
Essa é minha primeira personagem de Trevas (Cenário de RPG do Sistema Daemon), então se algum experiente achar o background estranho, peço desculpas, mas além de ser a primeira, esse é só um resumo… O back é BEM maior e mais completo que este.
Bom, divirtam-se! (Seja porque gostaram, seja por achar graça mesmo! ^^)
 

"Viviane Beatriz Gomez Falcão nasceu em Curitiba, no Paraná, da região sul do Brasil.E lá cresceu e foi “educada” para ser uma moça de alta classe, da qual ela pertence.

 Infelizmente para seus pais ela herdou uma personalidade forte da avó, de origem portuguesa, e ficou um pouco fora dos padrões que eles queriam.

 

Desde cedo ela demonstrou sua incrível facilidade de aprender, chegando a ser considerada por alguns uma super dotada, onde se destacou principalmente em Matemática. Sua infância foi quase tranqüila, pois além de brigar muito com a prima Juliana e ter que enfrentar seus parentes em várias situações, aos dez anos aconteceu uma coisa um tanto extravagante com Viviane. Ela estava andando no jardim de sua casa de praia, muito irritada com seus pais que saíram e a proibiram de ir junto, quando teve a impressão de ouvir algo. Estava escuro, mas como a propriedade é bem protegida, não havia motivo para ter medo, o que por sinal ela não tinha. E, ela é MUITO curiosa, ficando impelida a ir investigar… Ao lado da casa tinham três árvores, e sentada próxima à do meio estava ela. Uma criatura um pouco translúcida, difusa…com marcas de sangue…o que ela estaria fazendo ali? Vivi chegou mais perto…a mulher levantou o rosto e ela pôde ver que seu rosto estava quase que completamente desfigurado…ela falou, com uma voz distante: “Por que você fez isso comigo?” –O quê? Disse assustada. – “Você me matou!” disse o fantasma com uma voz grave e aterrorizante…Vivi não fez nada…por que aquela mulher estava falando aquilo? Viviane correu o máximo que suas curtas pernas agüentavam. Chorou muito, até que seus pais chegaram e ela lhes contou tudo. Eles não acreditaram. No início pensaram que estava louca, os médicos a diagnosticaram, e o único laudo era de uma mente muito criativa. Com o passar dos anos, e com outras aparições, algumas amigáveis, outras nem um pouco, eles entenderam, com a ajuda da avó e do mordomo, o que se passava com sua filha, embora não aceitassem. Vivi tornou-se uma adolescente assombrada por pessoas que a acusavam de tê-las matado e acompanhada por amigos espirituais.

 

Quando tinha 12 anos, seus pais viram-se forçados a contratar um mordomo, já que Viviane não estava na idade de ter babá. Assim que Vivi pôs os olhos em Carlos, ela soube que deveria escolhê-lo, pois ele com certeza ajudaria a encobri-la em qualquer situação, e ele era muito simpático e bonito, nada mal ter uma pessoa assim trabalhando para você. E ele entenderia suas visões, e conversaria com ela sobre isso, para fazê-la entender.

 

Ela sempre estudou num colégio tradicional chamado Santa Maria, onde conheceu o verdadeiro significado de ter dinheiro. Já aos 13 anos, “colegas” ofereciam-na drogas, bebidas e cigarros…eles não tinham nem crescido direito e já se achavam adultos para fazer tais bobagens. Ela recusava, nunca quis em momento algum ficar embriagada ou “chapada”, na verdade essa é uma das coisas em que ela mais detestaria ter que passar. Queria estar consciente de si sempre que possível. Foi nesse colégio onde promoveu sua festa de 15 anos. Ela estava vestida completamente fora do convencional e fez questão de chamar os amigos menos favorecidos que ela havia conhecido. Essa atitude muito pouco agradou a seus pais, mas ela sempre gostou de enfrentá-los.

 

Quando fez 16 anos começou a se envolver mais com os garotos, sentimentalmente falando. Seu primeiro e atual amor foi Fábio. Ele era mais velho, tinha 18, e esbanjava charme e confiança. Mas não era em hipótese alguma convencido. Ela o conheceu através de amigos em comum, e deram-se super bem, até que mais tarde ele ficou com sua prima e a relação mudou um pouco. Ele nunca aceitou ficar com ela, nunca explicou por que. Mas ela adotou um amor meio platônico, e hoje são “bons amigos”. Nesse meio tempo Viviane ficou com outros garotos, mas nenhum tão interessante como aquele. Ela não podia reclamar, eles faziam de tudo para fazê-la satisfeita, queriam-na. Mas ela nunca os quis, e mantêm-se virgem até hoje, um pouco como prova do seu amor, que quando for correspondido, daí sim, ela se entregará, e por falta de interesse nos rapazes mesmo.

 

Quando tinha dezessete anos, Viviane pegou um gosto pelo perigo, e se envolveu com a galera “barra pesada”, ganhando a confiança, e conseguindo ganhar umas pistolas (Tauros) e aprendeu um pouco a usá-las. Participou de alguns furtos, a maioria por diversão, onde quando eram pegos, muitos iam detidos, menos ela. Era incrível! Ela nunca foi levada. Devido a isto, ela acabou ganhando uma certa confiança, que a fez deixar de temer muitas coisas. Exceto ficar sozinha, que é do que ela menos gosta, porque ela sabe que nunca está.

Conquistou Paulo para ganhar influência, e gostou disso. Ele ficou apaixonado, mas ela disse que não o merecia, e acabou levando ele na conversa, e ela pediu para que fossem amigos, é claro que ele aceitou.

 

Aos 18 ganhou uma moto muito boa como presente de aniversário, que se tornou mais uma paixão em sua vida (a principal era o computador, onde desde cedo mostrou competência e onde passou em primeiro lugar na UFPR para Ciências da Computação). Agora ela ama velocidade, participou de algumas competições, apostando claro!

 

            Ela acabou virando hacker nas horas vagas, e é muito boa no que faz. Seus quase melhores amigos (que é o mais próximo disso que alguém conseguiu chegar) são os que conheceu na Internet. Uns são hackers, ou melhor, aspirantes, outros são pessoas comuns, mas interessantes, e o melhor: interessadas. Tem um em especial, que é o mais misterioso e acabou virando uma espécie de contato, ela sempre pode contar com ele, e vice-versa. Ele sabe muito de computador (muito do que ela sabe aprendeu com ele) é muito inteligente (o único que acompanha seu raciocínio, às vezes até se adiantando a ela) e o único que ela não conheceu pessoalmente. Pelo nick seria um homem, mas nunca se sabe… ele ainda pode surpreendê-la.Um outro contato da Internet é uma mulher que mora na Inglaterra. Ela também é hacker, e Viviane teve o prazer de conhecê-la quando foi para Londres nas férias, seu nome é Elizabeth Nixon, de nick “Nix”. Elas são um pouco confidentes também, e se ajudam muito… podem sempre contar uma com a outra.

 

Agora, que está com 21 anos planeja viajar muito, já que está acabando a faculdade terá tempo de sobra. Ela vai aproveitar que ganha dinheiro mensalmente e que tem uma boa poupança em seu nome (e que ela só agora pode usar), e conhecer outros lugares, diferentes dos que conheceu com sua mãe. Quer viver muitas experiências novas, quebrar a cara e se virar como puder, para crescer e tornar-se mais independente."

 

 

 

 

Depois eu pretendo colocar mais dados…Quem sabe até contar como foram algumas partidas com ela… Bom, é isso!

Beijoz,

Sayonara!

 

(E quanto à história que estou escrevendo, eu já tenho algum material, mas ainda não vou postar… E vocês podem ver no site do meu amigo Fosco! Depois eu coloco ali do lado…XD)

Você é um psicopata?

Posted in Uncategorized on 10/12/2005 by vampirassassina
Antes que qualquer um se assuste, vou explicar direitinho: esse teste que consiste de uma pergunta básica, não comprova que você seja um psicopata, apenas insinua suas tendências.^^ Foi feito com alguns representantes desse grupo de indivíduos e todos deram a mesma resposta. Não faça esse teste se achar que não aguentará descobrir a verdade. Se já viu em algum lugar, ignore. Leia apenas uma vez.
E você, é um psicopata?
 
"Imagine que sua mãe tenha morrido. Você está lá, chorando no enterro quando você levanta o rosto e encontra uma linda mulher. Você se apaixona por ela, ela é a mulher da sua vida! Você sente que não poderia viver sem ela!
Um ano depois você mata seu irmão. Por quê?"
 
.
 
..
 
 
….
 
…..
 
……
 
…….
 
……..
 
Você só deve ler a resposta depois de ter uma em mente, não vale ler antes…
 
Se você respondeu que matou seu irmão porque ele ficou com a mulher, não se preocupa, você é "normal", a maioria é apenas um ciumento compulsivo, assim como você.
 
Se você respondeu que era para ver a mulher novamente, essa é a resposta de um psicopata, o que não quer dizer que você seja um, que fique BEM claro.
Não achem que é comum responderem isso, ou que seja lógico, pois a mente da maioria das pessoas não funcionam dessa forma.
Esse é apenas um estudo que fizeram em hospitais que chegou aos meus ouvidos certo dia, e meditando sobre isso pensei que seria interessante se todos parassem para pensar na mente humana e como ela funciona das formas mais imprevisíveis.
Fica essa para pensar…
Beijos,
VaMpIrA.